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CHÃO BATIDO

Pipa

SINOPSE

"O interior muitas vezes fabrica gente dura na queda, onde a sensibilidade sonha panos de prato feitos à mão, tapetes de retalho na entrada da sala, avô que desenha notas de violão no terreiro. Sonha meninos que sonham 8 segundos de arena, mas quase nunca permite outras formas de amar ou de se ver no espelho." Encontrei a fotografia ainda na adolescência. Entre as belezas e contradições da vida na roça, fotografar se tornou uma maneira de preservar o que eu sabia que não duraria para sempre: os momentos com meus avós, as infâncias da minha família que eu acompanhava crescer, os cantos que, aos poucos, deixavam de ser tão fiéis ao que já tinham sido. A fotografia guardou o que eu queria proteger.

 

SOBRE O AUTORE

Sou artista visual preta, “pãe”, bissexual e pessoa não-binário, de 26 anos, natural de Santa Vitória, no interior de Minas Gerais. Meu caminho com a arte foi forjado ainda na infância e, desde o início, foi o lugar onde eu podia ser por inteiro.

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